terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Regresso ao ginásio

Com autorização da minha médica lá regressei ao ginásio 2 meses pós-parto. Algumas restrições ainda, devido à cesariana, mas lá fui eu cheia de fé! Fizeram-me um treino todo bonito à minha medida, um treino para “meninos”, mas a verdade é que sempre que fui treinar vim de lá toda partida. Lembrei-me que não gostava assim tanto de ginásio, gosto mais de aulas de grupo. Bem, mas tenho ido na mesma (poucas vezes admito) e sempre que vou aproveito todos os bocadinhos para descansar.
Inicio o treino com uma bela caminhada na passadeira, de preferência com vista para o parque de estacionamento do ginásio para poder ficar distraída a ver quem chega e quem sai. Arrasto-me entre uma máquina e a outra, descoordeno-me nos exercícios no tapete em que tenho que levantar a perna e braço ao mesmo tempo, mas de lados opostos, eu sou péssima com a direita e a esquerda. Penduro-me em modo frango nas máquinas que envolvem trabalhar os braços, é uma alegria cada ida ao ginásio!

Eu num dos meus momentos de descanso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Realidades da maternidade #3 - Fazer Km em Casa

Quanto a vocês não sei, mas a minha Carolina gosta de andar ao colo, mas connosco em movimento. Sentamo-nos um bocadinho e passado uns minutos começa a protestar, quer passeio e cuscar tudo! Não tenho dúvidas que há dias em que me farto de fazer Km em casa, deve ser por isso que atingi tão rapidamente o peso anterior à gravidez, isto e a maminha claro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A minha experiência de amamentação

Amamentar foi para mim a coisa mais difícil da maternidade até ao momento. Foi e agora já não é, felizmente a Carolina é amamentada em exclusivo e não conhece sequer o sabor do leite adaptado. 

Fui daquelas sortudas que teve a descida do leite quando vim para casa (como deve acontecer com a maioria das mulheres porque ter apoio na maternidade não tinha graça nenhuma…). Tive tudo a que tive direito numa descida do leite! Umas mamas até ao céu, tão grandes que decerto não me deixariam morrer afogada, mamas quentes, em modo pedra, dor, calor, mamilos feridos… Durante os dias que a minha ocitocina e prolactina andavam doidas e havia leite a pingar por todo o lado, em que desejava que a Carolina quisesse mamar e ao mesmo tempo em que tinha dores de cada vez que a Carolina começava a mamar eu dormia sentada. É verdade dormia sentada porque as minhas mamas estavam tão pesadas que eu não conseguia deitar-me e levantar-me. Experimentei tudo o que me ensinaram no curso de preparação para o parto e algumas coisas resultaram melhor que outras. 

Tenho a agradecer às enfermeiras do Hospital Lusíadas que me aturaram e ajudaram com todas as dúvidas e angústias. Amamentar tornou-se uma saga: aplicar calor antes da mamada, usar mamilos de silicone, aplicar lanolina, discos de hidrogel, mamilos ao ar, aplicar frio para aliviar a dor pós mamada, retirar leite com a bomba, usar conchas para deixar os mamilos respirar e cicatrizar. Tive que fazer um grande investimento, mas agora não me arrependo. O uso da bomba não é consensual porque num momento em que o corpo está a tentar regularizar a produção de leite às necessidades do bebé o facto de tirarmos leite aumenta a produção, mas ou era isso ou desistia de amamentar. Cheguei a um ponto de rotura porque nunca pensei que ia ser tão difícil e por não me sentir preparada para tanta dificuldade. Afinal o mais difícil não era o parto? 

Para além de muito parva, outra característica que me define é a teimosia e depois de uma longa conversa com uma enfermeira decidi comprar a bomba e tirar o leite, foi o melhor que podia ter feito! Sentia as mamas muito mais confortáveis após tirar. As dores mantiveram-se mais uns tempos e usei os mamilos de silicone até ao mês e meio da Carolina, depois gradualmente fui tentando amamentar sem nada e consegui. Se não tivesse conseguido teria amamentado com os mamilos de silicone para sempre, embora os grandes defensores da amamentação digam que não deve ser feito!

A principal mensagem que eu quero passar é que eu consigo colocar-me no lugar das mulheres que deixam de amamentar, nada me poderia preparar para o que é a amamentação e deve ser isto que muitas mães sentem. Não seria pior mãe se tivesse realmente deixado de amamentar (como muitas pessoas gostam de apontar o dedo), tive apoio, fui persistente, chorei, tive medo da próxima mamada, quase que partia os dedos do meu marido de tanto que apertei sempre que a Carolina pegava, mas consegui. Acho que nunca estaremos preparadas a 100% para o que é a maternidade independentemente de tudo o que lermos, a frequência em cursos de preparação para a parentalidade e penso que a nossa preparação vai até ao parto e não para o que vem depois, pelo menos é assim que penso. O primeiro mês realmente é o mais desafiante!

O meu Kit de sobrevivência à amamentação